Vaas, personagem de Far Cry 3

Analise Tardia l Far Cry 3 ainda vale a pena jogar?

por Miguel Pontes

Uma analise de um jogo lançado em 2012?

Esta se perguntando porque raios estou aqui escrevendo sobre um jogo lançado há 7 anos atrás? Explico: Sem ideias sobre o que escrever, bolei essa "seção" dentro da coluna que se chamará Analise Tardia. Aqui vou fazer uma analise pessoal sobre assuntos diversos de forma BEM TARDIA, como diz o titulo da seção.

Mas antes vou contextualizar um pouco. Comecei tarde nos jogos de PC. Apesar de ter passado por quase todas as gerações de console, durante a infância e adolescência, só vim ser PC Gamer em 2006, porem somente em 2010 o PC se tornou minha plataforma principal de jogos e entretenimento. Com os novos amigos em um novo trabalho, conheci a Steam e seu catálogo de games infinito. E junto com ele as promoções devastadoras que rolavam de tempos em tempos - (Somente em dolar em uma época que a cotação girava em torno de R$ 2,00 reais - Bons tempos!) - Perdi a conta de quantos jogos comprei em promoção e deixei la parado na minha conta, levando anos pra finalmente jogar quando lembrava que tinha um bom game ali parado. E é ai que entra Far Cry 3. Comprado em uma dessas promoções especiais por  um preço ridicularmente barato.

Nunca havia jogado Far Cry 1 ou 2, nem sequer sabia que existiam. Conheci a franquia por meio de Far Cry 3 e do vilão Vaas, figura marcante que me cativou desde a primeira imagem na capa do jogo. - Que aliás é a mesma que ilustra esse post.

Quem era aquele cara de moicano e arma na mão? - Era um visual que eu me identificava bastante porquê usava um estilo de cabelo bem parecido com o que eu mesmo usava a época. Nem sequer sabia que ele era o vilão da trama. Afinal quem coloca o vilão do game na capa do jogo? (Ah, a Blizzard faz isso na franquia Diablo). Pois bem, havia finalizado um jogo qualquer que não me recordo agora e estava procurando um próximo titulo para jogar e o escolhido foi Far Cry 3.

Logo de inicio, nada de novo pra mim. Uma nova história, novos personagens, e estilo em primeira pessoa. O enredo de estar em uma ilha com um grupo de amigos bebendo e se divertido quando alguma coisa muito errada acontece, também não é nenhuma novidade. Seus amigos arrumam encrenca com nativos em um bar, a coisa vira uma briga, todo mundo é sequestrado por um grupo de bandidos e é ai que aparece ele: Vaas, o dono do jogo.

O personagem foi magistralmente dublado e interpretado pelo ator canadense Michael Mando, que talvez você conheça do seriado Orphan Black. Em Far Cry 3, o personagem está a cara do ator. A presença de Vaas no jogo, eleva a trama a um novo nível. Você passa a querer ver mais o personagem, querer saber o que ele fará contigo da próxima vez que o encontrar, e o melhor, contar as horas pra chegar o momento de finalmente matar Vaas. Ele sempre está um passo a frente de você. E sempre que você acha que está chegando no fim do jogo, que vai finalmente deixar a ilha, ele aparece e fode com seus planos, ou com a vida de algum de seus amigos. 

Mas nem só de Vaas vive Far Cry 3. Há outros três personagens que tem participação importante na trama, no desenvolvimento do herói e em sua psiquê de jogador. São eles: Dennis Rodgers, que atua como uma especie de guia e mentor do personagem principal. Sam Becker, um agente infiltrado no bando do vilão, que é responsável por trazer de volta a ação frenética ao jogo quando ele começa a ficar repetitivo e cansativo. E finalmente Citra, a líder dos Rakyat, e que em determinado ponto se revela ser irmã de Vaas. Citra, talvez, seja o personagem mais magnetizante do jogo. Tudo nela te leva a querer cumprir as missões e entregar o resultado positivo pra que você possa elevar mais seu personagem e habilidades. É um personagem tão bem construído como o próprio Vaas, ou até melhor. Ela te envolve e proporciona a você, na pele do protagonista Jason Brody, uma viagem alucinógena ao seu interior. Te fazendo repensar seus objetivos no jogo e a vida que seu personagem levava até ali. Ela te dá um propósito a seguir.

Após as primeiras 5 horas de jogo, percebi que basicamente você passa o tempo correndo de um lado para o outro, fazendo missões principais e secundarias que hora desanuviam pontos obscuros do mapa, hora te dão algumas horas de caça a animais pra evoluir seu inventário e armas, alem de algumas horas de puro farming pra coletar achievements, tesouros ou gold.

Poder ir pra qualquer direção em Far Cry 3 é bem legal. As vezes você não quer ir direto pra missão principal, apenas quer explorar a ilha e conhecer mais sobre a historia de fundo. Ou mesmo se tornar um dos Rakyat, que o personagem principal aparentemente quer ser durante a trama. E isso é muito legal em qualquer jogo de mundo aberto. Te dar possibilidades de ficar vagando e fazendo coisas aleatórias. E dito isso... afirmo: Jogo de mundo aberto não é pra qualquer um. As vezes a quantidade de missões secundárias te tira um pouco do foco e nesse game não é diferente, aconteceu comigo também, mas fui salvo pelo personagem Sam Becker (Ou por um livro do Paulo Vieira, não lembro ao certo)

Sam, me trouxe de volta ao jogo e a meus reais objetivos. Desbaratar a organização criminosa. Estava num ponto em que já estava começando a ficar entediado com a repetição das missões. A coisa toda parecia ser a mesma coisa. Caçar pra pegar itens, invadir locais, matar capangas básicos que depois apareciam novamente... Cheguei até a pensar em deixar o jogo um pouco pra lá e jogar outra coisa. Mas, Sam me trouxe de volta ao objetivo. O personagem re-introduz a ação de forma objetiva no jogo. É como se fosse um: - Finalmente, vamos detonar essa coisa toda! - Desse momento em diante a ação é frenética. Se você então focar só nas principais vai ter uma experiencia bem próxima de um jogo linear.

Ao final de tudo, Vaas nem era o vilão principal do jogo. Alias a percepção de vilão vai de acordo com suas escolhas no jogo.

Vaas é o vilão até aparecer algo maior e depois um objetivo maior, e plano maior com um vilão maior e sem graça. Além do que, dependendo de sua escolha no final do jogo, você pode se surpreender com as motivações de personagens próximos a você durante a trama. E te deixar chocado com o preço que se paga por suas escolhas.

E então, com 37 horas jogadas, fica impossível não indicar o jogo para quem nunca jogou, ou não conhece a franquia Far Cry e quer começar de algum ponto. Se ele entrar em promoção, o que acontece com frequência, pode pegar e iniciar a franquia por esse jogo. Vale muito a pena.  

 

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